Propósito se mede, sim. Vem aí a ISO 56.002, a certificação da Inovação

 In Conceito, empreendedorismo, Tendência

Como tangibilizar inovação? E a liderança?

Esta é, certamente, uma das perguntas que muitos empreendedores, empresas e profissionais ligados à Indústria 4.0 têm feito a si mesmos durante este processo transformador.

Inovar com essa urgência toda é, realmente, uma questão de sobrevivência?

Quem pode responder melhor a esta pergunta é a internacionalmente conhecida ISO – International Organization for Standardization, maior empresa de desenvolvimento e publicação de normas sediada em Genebra, na Suíça.

Uma atualização recente com 163 paísesmembros identificou as melhores práticas de inovação, resultando na ISO 56.002, ainda em desenvolvimento e com previsão de publicação em 2019, e que terá como objetivo a disseminação da cultura de inovação nas empresas.

No Brasil, a certificação ainda será traduzida pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, e a expectativa é que, no primeiro trimestre de 2019, ela comece e ser aplicada em nosso País. Certamente representará um grande ganho a quem for, realmente, inovador.

A proposta da certificação é criar uma política capaz de suportar a organização no desenvolvimento de novos processos e, de acordo com dados internos da FIESP/CIESP, o mercado brasileiro tem muito espaço para isso: atualmente, apenas 2% das empresas brasileiras estão aptas para migrar para a indústria 4.0.

Nos Estados Unidos e Europa, o índice sobe para 50%.

Em resumo, a norma avalia sete pilares de inovação: liderança visionaria, gestão de novos insigths, gestão da incerteza, cultura de adaptação, espirito de cultura aberta, adoção de valores de criação e direção intencional, divulgados pelo portal administradores.com.

Aqui eu destaco as vozes visionárias, principalmente, aquelas que conheci pelo programa que curso, Advanced Global Leadership for Women, pela San Diego University.

Elas mostram como traduzir e tangibilizar esse novo conceito:

Liderança visionária: muito mais que visão além do alcance, ser visionário na indústria 4.0 é antecipar tendências, estar atento ao que o mercado tem feito e o que virá. Agora será possível mensurar quem realmente está liderando fora do seu próprio quadrado. Como disse Raj Sisodia, cofundador do Capitalismo Consciente, quando esteve em São Paulo para o lançamento do livro Liderança Shakti, o equilíbrio do feminino e masculino nos negócios:

“ O líder que usa a força da sua própria equipe para atingir seu próprio objetivo, é um tirano.”

Gestão de insights: quando trouxemos Felipe Schucman, head da mais nova unicórnio brasileira, o QuintoAndar, para falar sobre inovação nos teor imobiliário na comissão de Real Estate da CCI França Brasil, ele enfatizou como a startup lida e dá voz a TODOS que interagem com ideias e sugestões. Além de destacar o modelo de como testar ideias, mesmo que elas não sejam as mesmas dos fundadores. É a nova era onde todos têm voz, e onde é preciso fazer a gestão dessas sugestões, opiniões e insights. Quem consegue sai na frente. Prova disso é que o QuintoAndar acaba de receber aporte de R$ 250 milhões, como publiquei aqui no IN.

Gestão das incertezas: seria a versão 4.0 da gestão de riscos. Meu destaque aqui é a mudança de mindset. A ISO reafirma que o foco agora é no indivíduo e não mais no objeto. Não estamos mais falando do risco, que pode ser atribuído ao processo, mas sim a incerteza, que é um sentimento ligado à liderança. Como preparar as lideranças para lidar com incertezas? Aprender com erros e saber lidar com fracassos é parte deste processo.

Cultura adaptativa: respeitar as mudanças do mercado, reagindo a elas de forma resiliente e flexível. Este é o viés adaptativo que estamos falando. Mais uma vez o papel do líder torna-se fundamental para difundir a cultura da empresa. Quer saber mais sobre cultura empresarial? Tem uma edição do “Vieses” que falo sobre isso: https://lnkd.in/eqG6dHg

Espírito colaborativo: pratique a escutatória. Saiba ouvir. Dedique-se a se colocar no lugar e entender as dores do outro. Crie e cultive um canal de diálogo com todos. O seu concorrente deixa de ser seu inimigo para ser um case de estudo. Pense que há espaço suficiente e mercado para todos. Sua empresa é parte de uma constelação e não mais o centro do universo. Precisamos que nosso concorrente, nosso parceiro de negócio, nosso time performe. Ninguém sai ganhando quando há uma crise no setor, seja numa área da companhia, seja no time ou na economia. Estender o braço para quem precisa vai te trazer muito mais do que uma nova certificação.

Adoção de valores de criação: agora sim iremos mensurar e tangibilizar o propósito das empresas, deixando o discurso de lado e traduzindo, para prática, as ações que vão além de dar resultado e lucro aos acionistas. O que você quer deixar de legado e o que o mundo perderia se você e sua empresa não existissem? A nova certificação também vai guiar e mensurar esses indicadores.

Direção intencional: aqui a resposta para “o que o mundo perderia sem você e a sua empresa” é colocada na prática. Saber para onde se está indo é ter a direção intencional. Como atingir esse objetivo? Comece praticando o conceito elaborado por Marc TawilNetworking 4.0, uma nova perspectiva acerca das relações na vida pessoal e no mundo do trabalho. São abordagens que, sozinhas ou em conjunto, transformam a maneira como nos comportamos, interagimos, impactamos pessoas e colhemos frutos durante a Transformação Digital e a Revolução Industrial 4.0.

Pronto para a sua melhor versão 4.0?

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Elisa Tawil

Arquiteta de ideias, empreendedora, mentora. Ao lado de Marc Tawil, desenvolveu o conceito Networking 4.0 e é responsável pela área comercial da MTWL, agência de marketing de influência, conteúdo premium e eventos tailor-made. Vice-Coordenadora da Comissão de Real Estate da CCIFB-SP, Embaixadora pela igualdade racial do Instituto Identidades do Brasil – ID_BR, integrante do Grupo Mulheres do Brasil e de Empoderamento e Liderança Feminina da Fisesp. Idealizadora e responsável pelo projeto Vieses Femininos.

Woman raised his hands up on the background statistics. Concept success in business.

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