Arquitetura é para todos. Ou deveria ser

 In Conceito, Tendência

No último dia 17 de maio, aconteceu o III e I Prêmio Jantar Sim a Igualdade Racial no Copacabana Palace, Rio, promovido pelo Instituto Identidades do Brasil, o ID-BR, fundado e dirigido por Luana Génot. A causa da igualdade racial, que busca trazer uma  reflexão e, principalmente, a celebração da equidade no ambiente corporativo, é cara para a minha família e eu: ao lado do Marc, sou embaixadora do ID_BR.

A noite foi histórica e especial. Houve destaques e premiações e você pode ter um overview nesta reportagem da TV Brasil:

Apresentadora Luciana Barreto vence prêmio "Sim à Igualdade Racial"

Luciana Barreto, jornalista e apresentadora do Repórter Brasil, da TV Brasil venceu nesta quinta-feira (17) o prêmio "Sim à Igualdade Racial", promovido pelo @ID_BR – Instituto Identidades do Brasil, na categoria "Raça em Pauta".Participaram da disputa o diretor cultural, Elísio Lopes e a jornalista da Rede Globo, Fátima Bernardes. Para Luciana, "É um prêmio da coletividade, da periferia, do jornalismo público e, especialmente, da luta antirracista no Brasil". Veja a supresa que a equipe do Repórter Brasil preparou hoje ao vivo para ela <3

Publicado por Repórter Brasil em Sexta, 18 de maio de 2018

E pelo vídeo postado no Youtube:

 

Como mencionei, o jantar ocorreu no Copa, marco turístico e arquitetônico do Rio e espaço hoteleiro de maior representatividade da América Latina.

O complexo foi construído pelo empresário Octávio Guinle e Francisco Castro Silva entre 1919 e 1923, atendendo a uma solicitação do então presidente Epitácio Pessoa (1919-1922), que desejava um grande hotel de turismo na então capital do País para ajudar a hospedar o grande número de visitantes esperados para a grande Exposição do Centenário da Independência do Brasil, um evento de dimensões internacionais.

Para a execução do projeto, foi contratado o arquiteto francês Joseph Gire, que se inspirou em dois famosos hotéis da Riviera Francesa: o Negresco, em Nice, e o Carlton, em Cannes.

Caindo na real

E foi no Copa que rememorei um discurso de críticas do renomado arquiteto e teórico Peter Eisenman, um dos principais representantes do desconstrutivismo, durante sua palestra em 2008 no XXIII UIA Congresso Mundial de Arquitetura, em Turim, na Itália, do qual tive a oportunidade de participar, como prêmio e reconhecimento na empresa na qual trabalhava, à época.

Durante o III Jantar Beneficente Sim à Igualdade Racial, ao percorrer os corredores do Copa, as palavras de Eisenman ecoavam na minha cabeça.

Parte do seu discurso, você ouve clicando aqui:

 

Dentre suas críticas, Eisenman enfatizou que não acreditava que a arquitetura possa ser transmitida, assim como o amor. Também reforçou que arquitetura não é para todos, assim como não é possível transmitir democracia. “Democracia é algo que as pessoas devem querer.” E concluiu com sua crença em seus alunos e no futuro.

Do discurso que me marcou dez anos atrás, estendo a reflexão: a arquitetura é para todos?

Na faculdade, aprendemos as definições teóricas sobre espaços públicos, semi-públicos e privados. Na vida real, vivenciamos esses mesmos espaços.

O jantar do Copa respondeu a minha pergunta “seria a arquitetura para todos?”.

Sim, ela pode e deve ser. É função do arquiteto do século 21 projetar e trabalhar para que espaços sejam equânimes, democráticos e igualitários.

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Elisa Tawil

Empreendedora do mercado imobiliário e de negócios. Fundou a JL&co, por acreditar num modelo de gestão mais eficiente, leve e produtivo.

Paixão por fazer negócios com valorização do indivíduo e da sociedade. Possui experiência em soluções de conflitos e negociações em cenários de crise .

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