5 tendências digitais que vão transformar a corretagem de imóveis

 In Conceito, Tendência

Muito se fala em inovação, disrupção e tecnologia no mercado imobiliário.

Seminários, painéis, workshops e eventos diversos procuram debater e antecipar essas mudanças. Mas será que a atual preparação do corretor de imóveis permite que ele esteja, de fato, pronto para interpretar, traduzir e implementar estas inovações na hora da venda?

No painel sobre tecnologia e inovação que mediei em 26 de maio, o futuro da corretagem foi um dos temas mais sensíveis.

 

É fato que esta profissão precisa estar, mais do que nunca, conectada às mudanças que estão ocorrendo no setor. Por isso, listo aqui 5 tendências na profissão e como podemos alia-las à atuação do corretor, sem prejuízo à carreira que é tão necessária e relevante no setor.

1. WhatsApp e chatbots

Abordar um possível comprador e investidor via WhatsApp não é novidade – ainda que muitos entendam essa prática como abusiva. Aliás, cada vez mais, os e-mails caem em desuso.

Além deste aplicativo, o chatbot tem sido uma ferramenta bastante utilizada pela empresas de vendas, sendo que o fator principal aqui é que eles podem trabalhar sem pausa, descanso, intervalo, fornecendo ao negócio uma forma poderosa para processar consultas de clientes, fora do habitual horário comercial.

Tiago Alves, CEO da Regus Spaces, trouxe o levantamento acima demonstrando o whatsapp no topo do ranking das tecnologias utilizadas pelas empresas do grupo para troca de mensagens diretas.

Usado corretamente, pode até se tornar parte fundamental de sua abordagem de marketing, captura de dados e geração de leads que tornam clientes, compradores.

Mas lembre-se: use com moderação e nunca esqueça das regras básicas de etiqueta digital.

2. Comunicação direta

O contato direto entre o comprador e investidor com as empresas proprietárias dos imóveis ou até mesmo com o proprietário pessoa física é uma realidade que acontece há anos. Mais: é improvável que pare tão cedo.

Graças à ascensão da Internet, sites e redes sociais, nunca foi tão fácil para as pessoas a “contornar” corretores de imóveis e fazer negócios sem intermediários.

Esta é uma grande ameaça para a indústria imobiliária, e muitas empresas estão reagindo instintivamente, tentando limitar a quantidade de dados que compartilham em suas listas, procurando maneiras de interromper o processo da venda direta.

Em vez disso, um caminho inteligente para concentrar o atendimento e o serviço que você oferece, é agregar valor à experiência de compra dos clientes para que, mesmo que eles possam ter o acesso direto, ainda optem por fazer o negócio por meio de sua empresa ou dos seus serviços, essencialmente pelo fator diferencial que você oferece.

3. Big Data, IA e Machine Learning

Estas três tecnologias se tornam ainda mais eficazes quando trabalham juntas. Simplesmente porque a IA (inteligência Artificial) pode ser usada para processar os dados com o processo da aprendizagem da máquina (Machine Learding).

Pare para imaginar quão poderoso seria ter dados avançados de uma tendência que afete os preços de imóveis, tais como um grande número de estudantes de uma faculdade que está se mudando repentinamente do bairro.

Estes dados (e a habilidade de compreendê-lo) poderiam ser a chave ao sucesso na indústria de bens imobiliários daqui para a frente. Se somos capazes de obter uma visão abrangente do mercado imobiliário, podemos reagir com mais precisão ao que está acontecendo e usar os dados para voltar a decisões, em vez de simplesmente reagir a elas ou ao movimento “manada” do mercado.

4. Bitcoin, Criptomoedas e Blockchain

Adquirir um imóvel por uma das mais de 1.200 criptomoedas correntes no mundo pode estar mais próximo do que imaginamos. O exemplo de criptomoeda mais famoso, claro, é o Bitcoin.

Mas o que está por trás da tecnologia dessas criptomoedas é o Blockchain, efetivamente um banco de dados descentralizado, um grande “livro contábil” que registra vários tipos de transações e possui seus registros espalhados por vários computadores. No caso das moedas criptografadas, como o Bitcoin, esse livro registra o envio e recebimento de valores. Apagar o conhecimento presente nele é uma árdua tarefa.

Esta seria uma boa notícia para os corretores imobiliários e seus clientes, entretanto, exigiria que eles mudassem o mindset para integrar informações blockchain dentro de seus fluxos de trabalho atual.

Além de estar up to date com essa forma de pagamento, saber como sistema funciona, quais seus atributos de segurança e as vantagens tecnológicas pode ser um grande diferencial.

5. Tour virtual

Fazer um tour virtual de um imóvel em potencial antes de visitá-lo e, até mesmo, antes de ele existir é uma tendência.

Esta tecnologia permite realizar o processo inteiro de forma muito mais eficiente e com potenciais clientes mais favoráveis à compra.

A realidade aumentada pode ainda ser uma aliada no processo de visualização de um potencial imóvel vazio, com a simulação do espaço preenchido e decorado.

Sem contar as mudanças que vêm causando na experiência dos estandes de venda e o futuro das maquetes físicas e apartamento decorados.

Dedicação 

Nenhuma indústria estará imune à inovação e com o mercado imobiliário não é diferente.

Muitas empresas optam por uma abordagem 80/20, onde gastam 80% do seu tempo em atividades “convencionais” e 20% de seu tempo tentando inovar e implementando tecnologias.

A lógica é simples: se essas novas tecnologias não evoluírem, você só perdeu 20% do seu tempo. Mas, se vierem a estourar, então você será o primeiro a tirar proveito delas e, consequentemente, o primeiro a colher as recompensas.

Que tal dedicar 20% do seu tempo hoje podendo ser o grande destaque do amanhã?

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Elisa Tawil

Empreendedora do mercado imobiliário e de negócios. Fundou a JL&co, por acreditar num modelo de gestão mais eficiente, leve e produtivo.

Paixão por fazer negócios com valorização do indivíduo e da sociedade. Possui experiência em soluções de conflitos e negociações em cenários de crise .

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